Amigos solicitam a ode completa do trecho que cito aos desencantados. Bom, para alegria dos meus críticos, do antigo blog, continuo como o meu Walt Withman: "Eu me contradigo? Eu me contradigo. Sou múltiplo, abrigo multidões". Sou Horácio e Ricardo Reis, Emerson e Nietzche, vários e contrários.
Antes, lembro um sucessor. "(...) pensamos que a morte é coisa do futuro, mas parte dela já é coisa do passado. Qualquer tempo que já passou pertence à morte (...) aproveita todas as horas; serás menos dependente do amanhã se te lançares ao presente." (Lúcio Anneo Sêneca)
Vamos à promessa, em bela e requintada tradução e edição de Bento Prado de Almeida Ferraz e Martins Fontes, respectivamente.
Antes, lembro um sucessor. "(...) pensamos que a morte é coisa do futuro, mas parte dela já é coisa do passado. Qualquer tempo que já passou pertence à morte (...) aproveita todas as horas; serás menos dependente do amanhã se te lançares ao presente." (Lúcio Anneo Sêneca)
Vamos à promessa, em bela e requintada tradução e edição de Bento Prado de Almeida Ferraz e Martins Fontes, respectivamente.
Indagar, não indagues, Leuconói
qual seja o meu destino, qual o teu;
nem consultes os astros, como sói
o astrólogo caldeu:
não cabe ao homen desvendar arcanos!
Como é melhor sofrer quanto aconteça!
Ou te conceda Jove muitos anos,
ou, agora, os teus últimos enganos,
- prudente, o vinho côa e, mui depressa
a essa longa esperança circunscreve
a tua vida breve.
Só o presente é verdade, o mais, promessa...
o tempo, enquanto discutimos, foge:
colhe o teu dia - não no percas! - hoje.